Na metade do caminho!

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 27 August 2008 11:35 am

E lá se vão três meses de vôos, trens, caminhadas, amigos, fotos, e minha alegria! Nem parece que outro dia eu embarcava em Guarulhos e partia para a realização de um sonho! Noventa dias pelo planeta e muito mais por vir!

Com uma complicada travessia de balsa do Egito para a Jordânia, após quase oito horas de descaso com muitas pessoas que ali estavam até há mais tempo que eu, pisei na Jordânia, país que com certeza era o que eu menos conhecia do meu roteiro. De madrugada, em Aqaba, paguei caro pelo táxi e me enfiei no primeiro hotel que apareceu. Estava muito cansado. No dia seguinte segui de ônibus para Petra, onde encontraria uma das Maravilhas que mais me impressionou.

 

A cidade escavada nas rochas pelos Nabateus é uma obra de arte a céu aberto. Que coisa mais linda! Que cor! Que perfeição! Mesmo após dois terremotos na região, Petra ainda conserva grande parte das suas belezas. Dizem que apenas 5% de todo o sítio arqueológico foi descoberto até agora!

 

Após três ótimos dias por lá, subi até Amman, capital do país onde tudo acontece. Grande cidade, movimentada, mas sem grandes atrativos turísticos!

 

A Ásia me esperava e minha entrada foi por Delhi, capital da Índia. Essa grande cidade me surpreendeu. Acho que a palavra que mais se encaixa aqui é “contraste”. Grandes prédios, lindos carros e muita miséria também. Mas o indiano, mesmo no meio da sua bagunça, seus animais e as buzinadas, segue feliz. Pelo menos é o que parece.

 

Lá conheci Juan, argentino que estava a trabalho e esticou sua estada em alguns dias para conhecer mais o país. Juntos, fomos a Jaipur, capital do Rajastão, onde a Índia parece mais com a Índia que sempre ouvi falar. Sabores, cores, animais pelas ruas, vendedores por todos os cantos, barracas de frutas, riquixás e muita gente circulando por todos os lados que olhei. Sempre ouvi dizer que a índia é 8 ou 80. Ou você gosta ou você odeia, mas de algum jeito ela mexe contigo. Não da pra passar por esse país e dizer “ah, é legal…”

 

E a principal pérola daqui é o grande Taj Mahal, mausoléu construído pelo imperador Shah Jahan após a morte de sua esposa preferida, quando dava à luz o seu 14º filho. Mais de 20 mil homens trabalharam durante 22 anos para erguer esse gigante de mármore que brilha no meio de Agra. E é de tirar o fôlego mesmo! Que obra, que perfeição! Depois disso, retornei a Delhi e voei para Pequim, capital da China e do esporte no mês de agosto!

 

Já seria fantástico visitar Pequim a qualquer momento. Fazer isso durante os Jogos Olímpicos foi ainda melhor. Sim, a cidade estava “maquiada” para as Olimpíadas, mas estava linda. Tudo perfeito e organizado. Os chineses, mesmo sem falar o inglês que seria necessário para o tamanho desse evento, se esforçavam ao máximo para atender aos turistas, quebravam barreiras culturais e era evidente o orgulho de sediarem as Olimpíadas de 2008.

 

Mesmo sem ingressos, curti a movimentação dos jogos a comida chinesa e passeei bastante pela cidade. A grande - e maior do mundo - praça Tiananmen é a porta de entrada para a cidade proibida, onde muitos imperadores viveram durante várias dinastias.

Mas a grande atração do país ocupa 6700 quilômetros do território chinês e se chama Grande Muralha. Um muro com mais de 5 metros de altura (às vezes 10), milhares de torres e que poderia dividir o Brasil (e mais um pouco) ao meio. Impressionante! Caminhei nela por 8 quilômetros e passei por 30 das torres. Em cada uma, uma nova história, novas pessoas e mais um capítulo da poderosa China, que cresce sem parar. Mas era hora de conhecer outro pequeno gigante asiático, o Japão!

 

Cheguei em Tóquio esperando bastante do país, mas tive mito mais. Minha preocupação inicial com o idioma foi rapidamente quebrada. Muitos falam inglês (pelo menos o básico) e a organização, a facilidade em tudo e a clareza das informações em todos locais públicos chega a assustar. Por que eles conseguem e outros tantos não?

 

Tóquio, além de enorme e movimentada, é limpíssima. Reclicagem de lixo aqui é lei. Reaproveitamento e economia de água também. Educação sobra! Que exemplo! Deveria ser seguido pelo mundo inteiro! Na capital japonesa vê-se de tudo. A população idosa é grande em todo o país e eles são muito ativos. Pelas ruas, fazendo compras e caminhando junto com os jovens de cabelos coloridos e penteados modernosos que passam o tempo brincando com apetrechos eletrônicos.

 

Mas não vim para o Japão para ver apenas Tóquio. De trem-bala (chamado Shinkansen), segui rumo a Kyoto, capital dos Templos Budistas e centro do Turismo no país. Fui ao Kiyomizudera, templo da Água Pura, lugar que me transmitiu uma tranqüilidade que não tinha tido até agora na minha viagem. Algo diferente e inexplicável, mas que vou guardar comigo pra sempre!

 

Mas minha viagem não foi feita só de boas sensações e pude sentir isso em Nagasaki. Linda cidade do sul do Japão, tem uma história cheia de grandes acontecimentos e outros muito tristes, como o da Bomba Atômica na Segunda Guerra Mundial, que devastou a região e matou ou feriu mais de 150 mil pessoas. A praça que marca o ponto onde a bomba explodiu, o museu e a praça da paz transmitem algo que não sou capaz de explicar. Me emocionei quando cheguei e senti uma angústia incomparável até sair dali. Muito forte!

 

Mas é hora de me mover e em breve chego ao sul da Ásia, onde países exóticos, diversos templos e paisagens incríveis me esperam. A primeira parada é a Tailândia. Os Elefantes e as paradisíacas praias que me aguardem! Até mais!

Amigos pelo planeta

Posted by eventos | Passo a passo | Monday 28 July 2008 11:47 am

 

 Já estou há quase dois meses viajando pelo mundo e até agora, tive poucos problemas e muitas alegrias. Como esse planeta é lindo. Mesmo nos lugares onde não há grande beleza natural, encontra-se brilho no olhar das pessoas, sorrisos sinceros e alegria em viver.

 

 As pessoas costumam brincar comigo dizendo que tenho amigos pelo mundo todo. Mas o fato é que, quanto mais se viaja, mais gente se conhece; e isso acaba se tornando uma bola de neve!

 

 Como não lembrar de Alexander, em Moscou; Dina, na Áustria; Landi, na República Tcheca; Tomazo, na Itália; Marco, na Turquia. Cada uma dessas pessoas, com seus jeitos e particularidades, me apresentaram culturas, visões, estilos que carregarei pelo resto da vida. Viajar é isso! É estar aberto a descobrir e viver mundos que nunca se imaginou antes. Esse é o grande legado que as viagens deixam no nosso passaporte.

 

 Na Rússia, quantas belezas e surpresas com o Kremlin e a Praça Vermelha. Na Áustria, vivi de perto o clima da Eurocopa - já estava com saudades do futebol. Na Alemanha, mais uma Maravilha: o Castelo de Neuschwanstein, do Rei Luis II da Baviera. O castelo é realmente lindo, fica no alto de uma das montanhas da região e a vista de lá é privilegiada. Luis II era louco, mas não era bobo!

 

 O que falar do Coliseu? Fascinante! Me senti parte da história ao pisar naquele palco de batalhas, no símbolo do Império Romano. Em Atenas, na Grécia, momento especial. Lá, visitei mais uma Maravilha: a Acrópole de Atenas. A alta temporada e os poucos dias disponíveis na Grécia impediram minha ida às famosas e paradisíacas ilhas gregas. Mas tudo tem um lado bom. Na capital grega, reencontrei meu grande amigo Fernando Gavini, também casperiano, que estava por lá para cobrir o pré-olímpico de basquete masculino pela ESPN Brasil. Nosso encontro rendeu boas risadas! Valeu Gava!

 

 De Atenas segui para Istambul, cidade que sempre tive vontade de conhecer pelo que me falavam e pela interessante geografia. Essa é a única cidade do mundo que está em 2 continentes (Ásia e Europa) e é cortada pelo Estreito de Bósforo. Lá eu visitei a Basílica Santa Sofia, que desde de 1935 é um Museu e guarda mais de 1500 anos de história Bizantina e Otomana. Ela é linda e passa por um grande e longo processo de restauração para continuar dando brilho à cidade, junto à, não menos imponente Mesquita Azul, que fica a menos de 100 metros dela! 

 

 No Egito, mais um encontro com a História: as Pirâmides de Giza, única das 7 Maravilhas do Mundo antigo que ainda resiste ao tempo. De camelo, fui ver de perto Quéops, Quéfren e Miquerinos, as três grandes pirâmides que foram construídas para serem as tumbas dos reis do antigo Egito. Fiquei impressionado! Afinal, estava ao lado de 4000 mil anos de história. Me despedi do Egito do alto no Monte Sinai, depois de mais um lindo pôr-do-sol.

 

Sigo agora para o Oriente Médio, onde visitarei a Jordânia e a cidade de Petra. De lá, minha aventura entra na Ásia. Até breve!

Três semanas no mundo

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 2 July 2008 3:09 pm

 E lá se foram as três primeiras semanas. Parece que se passaram três meses pelo menos, pois fiz muitas coisas nesse tempo.

Após um embarque um pouco corrido e esse tempo na “estrada”, meu objetos já tem lugar certo nas mochilas e tudo corre bem. Nenhum problema grave até agora, cinco países e quatro Maravilhas passadas. Se a viagem acabasse agora, eu já estaria feliz. Mas só de pensar em tudo que ainda tenho pela frente, dá um frio da barriga.

Em 2001, eu estudei por alguns meses na Espanha. Sete anos depois, volto ao país para conhecer Granada, cidade que eu nunca havia visitado e que é sede da Maravilha de Alhambra (apenas Alambra, sem o som do “LH”). Conhecido como “O Castelo Vermelho”, essa fortaleza foi construída pelos monarcas islâmicos que ali viviam há centenas de anos.

De Granada peguei um trem para Algeciras, sul da Espanha, e um ônibus para Tarifa, de onde atravessei para o continente africano. Essa primeira viagem ao continente, mais especificamente o Marrocos, não sairão nunca da minha memória. Lá conheci Sumiko, filha de japoneses, nascida em Atibaia (SP), e que é casada com o marroquino Amine. Que casal simpático! Me senti em casa! Conheci Casablanca, onde eles moram, Rabat, a capital política do país, e Marrakesh, a capital do turismo, onde tudo acontece entre cores, sons e sabores.

Marrocos ficou pra trás e meu destino seria Mali, mas um desencontro de informações sobre o visto para esse país, junto com vôos cancelados para minha cidade destino (Timbuctu), me fizeram, infelizmente, mudar de planos. Do Marrocos fui para a França.

Lá estava ela, a torre mais famosa e visitada do mundo. A Torre Eiffel recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano (mais que o Brasil todo) e, mesmo em um dia frio e chuvoso, estava lotada. De lá de cima é possível ver toda capital francesa e seus pontos mais conhecidos, como o arco do Triunfo, a Catedral de Notre Dame, o Louvre, entre outros. De trem fui até Lille conhecer essa charmosa cidade francesa e reencontrar uma amiga de muitos anos. E, de lá, segui no Eurostar (trem que passa por baixo do Canal da Mancha) para Londres.

Stonehenge, o mais misterioso monumento do mundo era minha próxima parada. Esse círculo de pedras, além de lindo, tem uma energia incomum e uma magia que envolve sua história. Não se sabe por que, nem como, aquelas imensas e pesadíssimas (cerca de 50 toneladas cada) pedras chegaram lá. Mas isso é que faz desse lugar especial. Aproveitei para relembrar Londres, encontrar amigos e visitar alguns pontos conhecidos dos ingleses e dos turistas do mundo, como o Big Ben e a London Bridge.

Na Rússia, desembarquei em Moscou. Dizer que é brasileiro parece ser um passaporte para sorrisos, mesmo dos sérios e carrancudos russos. Visitei a famosa Catedral de São Basílio, o Kremlin e a Praça Vermelha com a ajuda de um amigo russo de uma amiga brasileira. Interessante história e uma nova amizade.

O passado desse povo envolve muitas guerras e sangue, talvez por isso sejam mais fechados. Mas peguei uma semana ensolarada de verão em que a Rússia ganhou dois jogos da Eurocopa e passou para as semifinais. Ou seja, alegria e muita vodca na cabeça! Como bebem!!!

Daqui começo minha viagem de trem pela Europa. Passarei por Áustria, República Tcheca, Alemanha, Itália e Grécia. Até a próxima!

Sozinho pelo mundo

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 11 June 2008 9:15 am
Formado em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero no ano 2000, Daniel Thompson agora é o novo colunista exclusivo do portal IG, encarregado do projeto denominado Mochileiro das Maravilhas.

Flávia Elisa Pereira Silva

Daniel Thompson está desabrigado. Desde o dia 31 de maio, o turismólogo não tem mais endereço fixo. Mas a idéia não assusta o novo colunista exclusivo do portal IG. A ocasião é fruto de um projeto que promete proporcionar a ele os mais aconchegantes sete meses de sua vida. Como mochileiro, Daniel trabalhará fazendo aquilo que mais lhe dá prazer. Só que, desta vez, não se trata apenas de viajar, mas também de realizar um sonho: a volta ao mundo.
Na missão de relatar ao leitor da IG os valores culturais e históricos dos 21 monumentos candidatos ao concurso das 7 maravilhas do mundo moderno, o colunista escreverá semanalmente para o site que em breve irá ao ar, http://www.mochileirodasmaravilhas.com.br/, descrevendo suas sensações e impressões diante dos locais visitados.
O critério utilizado para a seleção da rota foi a avaliação de aspectos climáticos e datas de festas e eventos mundiais. A primeira parada de Daniel é o antigo palácio de monarcas islâmicos, o Alhambra, em Granada – Espanha. Na seqüência: Marrocos, Mali (Timbuctu), França (Torre Eiffel), Inglaterra (Stonehenge), Rússia (Kremlin), Polônia, Alemanha (Castelo Neuschwastein), República Tcheca, Áustria, Itália (Coliseu), Grécia (Parthenon), Egito (Pirâmide de Giza), Jordânia (Petra), Turquia (Basílica de Santa Sofia), Índia (Taj Mahal), Tailândia, Camboja (Angkor Wat), Austrália (Opera House), China (Grande Muralha), Japão (Templo Kyiomizu), Estados Unidos (Estátua da Liberdade), México (Chitchen Itza), Canadá, Peru (Machu Picchu), Chile (Ilha de Páscoa) e Brasil (Cristo Redentor). Para saber como foram os preparativos para a viagem acesse http://www.ig.com.br/turismo.