Amigos pelo planeta

Posted by eventos | Passo a passo | Monday 28 July 2008 11:47 am

 

 Já estou há quase dois meses viajando pelo mundo e até agora, tive poucos problemas e muitas alegrias. Como esse planeta é lindo. Mesmo nos lugares onde não há grande beleza natural, encontra-se brilho no olhar das pessoas, sorrisos sinceros e alegria em viver.

 

 As pessoas costumam brincar comigo dizendo que tenho amigos pelo mundo todo. Mas o fato é que, quanto mais se viaja, mais gente se conhece; e isso acaba se tornando uma bola de neve!

 

 Como não lembrar de Alexander, em Moscou; Dina, na Áustria; Landi, na República Tcheca; Tomazo, na Itália; Marco, na Turquia. Cada uma dessas pessoas, com seus jeitos e particularidades, me apresentaram culturas, visões, estilos que carregarei pelo resto da vida. Viajar é isso! É estar aberto a descobrir e viver mundos que nunca se imaginou antes. Esse é o grande legado que as viagens deixam no nosso passaporte.

 

 Na Rússia, quantas belezas e surpresas com o Kremlin e a Praça Vermelha. Na Áustria, vivi de perto o clima da Eurocopa - já estava com saudades do futebol. Na Alemanha, mais uma Maravilha: o Castelo de Neuschwanstein, do Rei Luis II da Baviera. O castelo é realmente lindo, fica no alto de uma das montanhas da região e a vista de lá é privilegiada. Luis II era louco, mas não era bobo!

 

 O que falar do Coliseu? Fascinante! Me senti parte da história ao pisar naquele palco de batalhas, no símbolo do Império Romano. Em Atenas, na Grécia, momento especial. Lá, visitei mais uma Maravilha: a Acrópole de Atenas. A alta temporada e os poucos dias disponíveis na Grécia impediram minha ida às famosas e paradisíacas ilhas gregas. Mas tudo tem um lado bom. Na capital grega, reencontrei meu grande amigo Fernando Gavini, também casperiano, que estava por lá para cobrir o pré-olímpico de basquete masculino pela ESPN Brasil. Nosso encontro rendeu boas risadas! Valeu Gava!

 

 De Atenas segui para Istambul, cidade que sempre tive vontade de conhecer pelo que me falavam e pela interessante geografia. Essa é a única cidade do mundo que está em 2 continentes (Ásia e Europa) e é cortada pelo Estreito de Bósforo. Lá eu visitei a Basílica Santa Sofia, que desde de 1935 é um Museu e guarda mais de 1500 anos de história Bizantina e Otomana. Ela é linda e passa por um grande e longo processo de restauração para continuar dando brilho à cidade, junto à, não menos imponente Mesquita Azul, que fica a menos de 100 metros dela! 

 

 No Egito, mais um encontro com a História: as Pirâmides de Giza, única das 7 Maravilhas do Mundo antigo que ainda resiste ao tempo. De camelo, fui ver de perto Quéops, Quéfren e Miquerinos, as três grandes pirâmides que foram construídas para serem as tumbas dos reis do antigo Egito. Fiquei impressionado! Afinal, estava ao lado de 4000 mil anos de história. Me despedi do Egito do alto no Monte Sinai, depois de mais um lindo pôr-do-sol.

 

Sigo agora para o Oriente Médio, onde visitarei a Jordânia e a cidade de Petra. De lá, minha aventura entra na Ásia. Até breve!

Três semanas no mundo

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 2 July 2008 3:09 pm

 E lá se foram as três primeiras semanas. Parece que se passaram três meses pelo menos, pois fiz muitas coisas nesse tempo.

Após um embarque um pouco corrido e esse tempo na “estrada”, meu objetos já tem lugar certo nas mochilas e tudo corre bem. Nenhum problema grave até agora, cinco países e quatro Maravilhas passadas. Se a viagem acabasse agora, eu já estaria feliz. Mas só de pensar em tudo que ainda tenho pela frente, dá um frio da barriga.

Em 2001, eu estudei por alguns meses na Espanha. Sete anos depois, volto ao país para conhecer Granada, cidade que eu nunca havia visitado e que é sede da Maravilha de Alhambra (apenas Alambra, sem o som do “LH”). Conhecido como “O Castelo Vermelho”, essa fortaleza foi construída pelos monarcas islâmicos que ali viviam há centenas de anos.

De Granada peguei um trem para Algeciras, sul da Espanha, e um ônibus para Tarifa, de onde atravessei para o continente africano. Essa primeira viagem ao continente, mais especificamente o Marrocos, não sairão nunca da minha memória. Lá conheci Sumiko, filha de japoneses, nascida em Atibaia (SP), e que é casada com o marroquino Amine. Que casal simpático! Me senti em casa! Conheci Casablanca, onde eles moram, Rabat, a capital política do país, e Marrakesh, a capital do turismo, onde tudo acontece entre cores, sons e sabores.

Marrocos ficou pra trás e meu destino seria Mali, mas um desencontro de informações sobre o visto para esse país, junto com vôos cancelados para minha cidade destino (Timbuctu), me fizeram, infelizmente, mudar de planos. Do Marrocos fui para a França.

Lá estava ela, a torre mais famosa e visitada do mundo. A Torre Eiffel recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano (mais que o Brasil todo) e, mesmo em um dia frio e chuvoso, estava lotada. De lá de cima é possível ver toda capital francesa e seus pontos mais conhecidos, como o arco do Triunfo, a Catedral de Notre Dame, o Louvre, entre outros. De trem fui até Lille conhecer essa charmosa cidade francesa e reencontrar uma amiga de muitos anos. E, de lá, segui no Eurostar (trem que passa por baixo do Canal da Mancha) para Londres.

Stonehenge, o mais misterioso monumento do mundo era minha próxima parada. Esse círculo de pedras, além de lindo, tem uma energia incomum e uma magia que envolve sua história. Não se sabe por que, nem como, aquelas imensas e pesadíssimas (cerca de 50 toneladas cada) pedras chegaram lá. Mas isso é que faz desse lugar especial. Aproveitei para relembrar Londres, encontrar amigos e visitar alguns pontos conhecidos dos ingleses e dos turistas do mundo, como o Big Ben e a London Bridge.

Na Rússia, desembarquei em Moscou. Dizer que é brasileiro parece ser um passaporte para sorrisos, mesmo dos sérios e carrancudos russos. Visitei a famosa Catedral de São Basílio, o Kremlin e a Praça Vermelha com a ajuda de um amigo russo de uma amiga brasileira. Interessante história e uma nova amizade.

O passado desse povo envolve muitas guerras e sangue, talvez por isso sejam mais fechados. Mas peguei uma semana ensolarada de verão em que a Rússia ganhou dois jogos da Eurocopa e passou para as semifinais. Ou seja, alegria e muita vodca na cabeça! Como bebem!!!

Daqui começo minha viagem de trem pela Europa. Passarei por Áustria, República Tcheca, Alemanha, Itália e Grécia. Até a próxima!