Despedida da Ásia!
A Ásia é imensa, linda e eu não resisti: aproveitei para prolongar minha estada e conhecer outros dois incríveis países desse continente: Vietnã e Laos.
De ônibus, entrei pelo sul do Vietnã, país que realmente me surpreendeu e me encantou. Ho Chi Min, a antiga Saigon, foi a primeira cidade a ser visitada. Além de milhares de motocicletas e uma vida movimentada, encontra-se beleza e muitas marcas da história da guerra do Vietnã contra os Estados Unidos e seus aliados durante as décadas de 60 e 70.

De lá, visitei a região do Delta Mekong (mais ao sul), onde, entre igarapés e coqueiros, vivem milhares de pessoas que se sustentam pelo turismo e agricultura. Também fui a Cu Chi, onde estão os túneis que esconderam mais de doze mil habitantes durante a Guerra do Vietnã. Uma incrível cidade debaixo da terra, cheia de armadilhas e surpresas, fundamental para a vitória vietnamita sobre os americanos.
Me despedi de amigos dinamarqueses e suecos que fiz no Camboja e que viajaram comigo até o Vietnã e comecei uma viagem para o norte do país a bordo do Open Tour. Usufruir desse grande ônibus – tipo leito ou executivo - custa muito barato e diversas agências disponibilizam tickets, que valem por dois meses. E o melhor: nós fazemos o trajeto!
Minha primeira parada foi em Nha Trang e lá, além de andar por essa agradável cidade relaxar na ótima praia, saí para um mergulho na Ilha Mun. Barato (de novo!) e inesquecível. Dentro e fora d’água, o local é maravilhoso. Água azul, muita natureza e visibilidade ótima para mergulho.
Segui meu caminho e parei em Hoian, cidade famosa pela confecção de roupas. Mas eu não fui às compras. Preferi alugar uma bicicleta, conhecer a cidade, passear pela beira do rio e ir à praia.

A parada seguinte foi Hue, antiga capital do Vietnã. Lá, conheci a cidade imperial, onde diversos imperadores viveram durante as antigas dinastias. Bonita e cheia de história. Pude também experimentar o ciclo, tipo de triciclo em que o passageiro vai sentado na frente, em uma cadeirinha, enquanto o “motorista”, em pé, vai pedalando na parte de trás.
A última parada a bordo do Open Tour foi em Hanói, atual capital do país, cheia de vida e com um centro histórico pra lá de interessante. Pequenas ruas, mercados e muita gente circulando nesse pedaço que tem mais de mil anos de vida.
Em Hanói decidi fazer um passeio em Halong Bay, a pérola do país. Dizem que Halong Bay é parada obrigatória a quem vai pro Vietnã e gosta de natureza. Parque Nacional e patrimônio mundial decretado pela UNESCO, esse local deixa qualquer um de queixo caído. Sem dúvida uma das mais bonitas paisagens de toda minha viagem.
Após quase duas semanas pelo Vietnã, era hora de deixar o país. Segui ao vizinho Laos, país mais verde da região, com muitas partes intocadas e pequenas e aconchegantes cidades.
Após vinte horas no ônibus e mais uma fronteira atravessada, cheguei em Vientiane, a capital. Simpática cidade, mas eu fiquei apenas algumas horas. Segui para o norte do país e, em mais quatro horas, cheguei em Vian Vieng, capital mundial do Tubing.

Essa atração lembra o bóia-cross, em que, sentado em uma bóia de caminhão, desce-se um rio. Mas aqui há uma pequena diferença: há oito bares pelo caminho e funcionários “pescando” os turistas flutuantes para uns goles e petiscos. Cada bar também tem atrações que vão desde tirolesa, pendulo até vôlei na lama. O grande desafio é chegar sóbrio ao último bar, onde há uma fogueira para esquentar os que quase se afogaram nas geladas águas do rio Nam Xong.
Minha última parada foi em Luang Prabang, cidade que representa o espírito do país e que é adorada por todos. Diversos templos, boa comida, um interessante mercado noturno e lindas paisagens fazem valer a visita. Lá tive a oportunidade de bater um papo com Saykeo, um monge de 22 anos, líder de seu grupo no templo Vat Xien Thong - considerado o mais bonito e importante do país.
Em quase três meses pela Ásia, visitei sete países. Antes de deixar o continente, uma rápida parada de um dia em Bangkok para me despedir dos amigos.
Lá eu peguei o vôo que demorou 5h30 até Tóquio. Uma hora de espera e mais 8h de vôo até São Francisco. Mesmo assim, eu cheguei só 3 horas depois do horário que saí. Hein??? Pois é! Coisas do fuso e da linha internacional da data, que cruzei no Oceano Pacífico. Enfim, com a cabeça bagunçada por causa dos horários, é melhor continuar a escrever depois!
O começo da minha aventura pelas Américas estará postado aqui em breve. Fique de olho e veja também minha viagem toda terça feira no http://turismo.ig.com.br e diariamente no meu site www.mochileirodasmaravilhas.com.br.