De Volta às Américas

Posted by eventos | Passo a passo | Monday 17 November 2008 1:06 pm

 

Cheguei às Américas para iniciar a etapa final da minha aventura. Aqui vou passar os últimos dois meses dessa jornada. Minha entrada foi pelos Estados Unidos.

 

São Francisco é linda! A Califórnia não seria a mesma sem ela. Como me disse uma amiga, andar por São Francisco é o mais gostoso e o melhor jeito de conhecer a cidade. Apesar do friozinho do outono, o sol constante, sem nenhuma nuvem para atrapalhá-lo, esquentou minha estada por lá! Caminhei muito pela cidade e amei o jeito “cool” de ela ser.

 

O charme está por todos os lados, desde a famosa Lombard Street (a rua mais tortuosa do mundo), passando pelos bondinhos mais famosos do planeta, até chegar à vermelha e fantástica Golden Gate, ponte que liga a cidade de São Francisco a Sausalito, região metropolitana. Ela é, além de um marco divisor entre a Baía de São Francisco e o Oceano Pacífico, o principal cartão postal da cidade. Cada esquina revela uma surpresa e, em São Francisco, você não sente o tempo passar.

 

Para conhecer mais uma Maravilha, segui em direção ao México. Hospedado em Toluca, cidade que está a uma hora e meia da capital, peguei um vôo baratinho para Cancun, na península de Iuacatã. De lá, visitei Isla Mujeres (simplesmente maravilhosa), Playa del Carmen e finalmente Chichén Itzá, berço da cultura Maya, onde está a Pirâmide de Kukulkan, que é hoje uma das Maravilhas do mundo moderno. O local impressiona. A pirâmide é realmente linda, mas em torno dela também estão vários monumentos e templos que fazem esse local ainda mais especial.

 

Não adianta querer conhecer o México inteiro de uma vez. Mas como sou teimoso, tentei. O maior festival de cultura do país, o Cervantino, que traz atrações do mundo inteiro e estava na sua 66ª edição, estava sendo realizado em Guanajuato, quatro horas ao norte da Cidade do México. Entre ônibus e caronas, segui pra lá.   

 

Guanajuato, San Miguel de Allende e Dolores Hidalgo formam o triângulo das cidades históricas do país. Foram três noites divertidas e cheias de cultura que não vou esquecer. Mas a hora de deixar o país estava chegando. Então, voltei para a o Distrito Federal, onde conheci a enorme praça central (Zócalo), o conservadíssimo centro histórico, o imperdível Museu de Antropologia e, claro, o grandioso estádio Azteca, onde o Brasil se sagrou tricampeão Mundial de futebol em 1970 e onde eu assisti o maior clássico do futebol mexicano: América x Chivas de Guadalajara.  

 

De volta aos Estados Unidos, pousei em Washington, a poderosa capital, centro político, bélico e estratégico dessa poderosa nação. A cidade é imponente, bonita e cheia de atrações, mas a frieza e a pressa do povo tira um pouco do seu brilho.

 

Uma boa dica é visitar o Monumento de Washington, um grande obelisco centralmente localizado, que permite uma vista panorâmica de toda a região do alto dos seus 150 metros. De lá, monumentos, museus, o Capitólio, a Casa Branca e o Pentágono podem ser vistos em uma panorâmica de 360 graus.

 

De volta ao chão, muitas atrações e a maioria de museus e templos com entrada gratuita. Difícil é escolher qual será visitado!

 

Continuo no país, mas agora sigo para Nova Iorque, Meca do consumismo, mas que está na minha rota por um outro motivo: a Estátua da Liberdade, mais uma Maravilha da minha viagem!

 

Dos Estados Unidos vou ao Canadá e de lá, de volta à América do Sul. Nos vemos em breve!

Despedida da Ásia!

Posted by eventos | Passo a passo | Thursday 23 October 2008 4:11 pm

 

A Ásia é imensa, linda e eu não resisti: aproveitei para prolongar minha estada e conhecer outros dois incríveis países desse continente: Vietnã e Laos.

 

De ônibus, entrei pelo sul do Vietnã, país que realmente me surpreendeu e me encantou. Ho Chi Min, a antiga Saigon, foi a primeira cidade a ser visitada. Além de milhares de motocicletas e uma vida movimentada, encontra-se beleza e muitas marcas da história da guerra do Vietnã contra os Estados Unidos e seus aliados durante as décadas de 60 e 70.

Túneis de Cu chi

De lá, visitei a região do Delta Mekong (mais ao sul), onde, entre igarapés e coqueiros, vivem milhares de pessoas que se sustentam pelo turismo e agricultura. Também fui a Cu Chi, onde estão os túneis que esconderam mais de doze mil habitantes durante a Guerra do Vietnã. Uma incrível cidade debaixo da terra, cheia de armadilhas e surpresas, fundamental para a vitória vietnamita sobre os americanos.

 

Me despedi de amigos dinamarqueses e suecos que fiz no Camboja e que viajaram comigo até o Vietnã e comecei uma viagem para o norte do país a bordo do Open Tour. Usufruir desse grande ônibus – tipo leito ou executivo - custa muito barato e diversas agências disponibilizam tickets, que valem por dois meses. E o melhor: nós fazemos o trajeto!

 

Minha primeira parada foi em Nha Trang e lá, além de andar por essa agradável cidade relaxar na ótima praia, saí para um mergulho na Ilha Mun. Barato (de novo!) e inesquecível. Dentro e fora d’água, o local é maravilhoso. Água azul, muita natureza e visibilidade ótima para mergulho.

 

Segui meu caminho e parei em Hoian, cidade famosa pela confecção de roupas. Mas eu não fui às compras. Preferi alugar uma bicicleta, conhecer a cidade, passear pela beira do rio e ir à praia.

Baia Halong

A parada seguinte foi Hue, antiga capital do Vietnã. Lá, conheci a cidade imperial, onde diversos imperadores viveram durante as antigas dinastias. Bonita e cheia de história. Pude também experimentar o ciclo, tipo de triciclo em que o passageiro vai sentado na frente, em uma cadeirinha, enquanto o “motorista”, em pé, vai pedalando na parte de trás.

 

A última parada a bordo do Open Tour foi em Hanói, atual capital do país, cheia de vida e com um centro histórico pra lá de interessante. Pequenas ruas, mercados e muita gente circulando nesse pedaço que tem mais de mil anos de vida.

 

Em Hanói decidi fazer um passeio em Halong Bay, a pérola do país. Dizem que Halong Bay é parada obrigatória a quem vai pro Vietnã e gosta de natureza. Parque Nacional e patrimônio mundial decretado pela UNESCO, esse local deixa qualquer um de queixo caído. Sem dúvida uma das mais bonitas paisagens de toda minha viagem.

 

Após quase duas semanas pelo Vietnã, era hora de deixar o país. Segui ao vizinho Laos, país mais verde da região, com muitas partes intocadas e pequenas e aconchegantes cidades.

 

Após vinte horas no ônibus e mais uma fronteira atravessada, cheguei em Vientiane, a capital. Simpática cidade, mas eu fiquei apenas algumas horas. Segui para o norte do país e, em mais quatro horas, cheguei em Vian Vieng, capital mundial do Tubing.

Vian Vieng

Essa atração lembra o bóia-cross, em que, sentado em uma bóia de caminhão, desce-se um rio. Mas aqui há uma pequena diferença: há oito bares pelo caminho e funcionários “pescando” os turistas flutuantes para uns goles e petiscos. Cada bar também tem atrações que vão desde tirolesa, pendulo até vôlei na lama. O grande desafio é chegar sóbrio ao último bar, onde há uma fogueira para esquentar os que quase se afogaram nas geladas águas do rio Nam Xong.

Minha última parada foi em Luang Prabang, cidade que representa o espírito do país e que é adorada por todos. Diversos templos, boa comida, um interessante mercado noturno e lindas paisagens fazem valer a visita. Lá tive a oportunidade de bater um papo com Saykeo, um monge de 22 anos, líder de seu grupo no templo Vat Xien Thong - considerado o mais bonito e importante do país.

 

Em quase três meses pela Ásia, visitei sete países. Antes de deixar o continente, uma rápida parada de um dia em Bangkok para me despedir dos amigos.

 

Lá eu peguei o vôo que demorou 5h30 até Tóquio. Uma hora de espera e mais 8h de vôo até São Francisco. Mesmo assim, eu cheguei só 3 horas depois do horário que saí. Hein??? Pois é! Coisas do fuso e da linha internacional da data, que cruzei no Oceano Pacífico. Enfim, com a cabeça bagunçada por causa dos horários, é melhor continuar a escrever depois!

 

O começo da minha aventura pelas Américas estará postado aqui em breve. Fique de olho e veja também minha viagem toda terça feira no http://turismo.ig.com.br e diariamente no meu site www.mochileirodasmaravilhas.com.br.

 

Maravilhas do Sudeste Asiático!

Posted by eventos | Passo a passo | Tuesday 30 September 2008 2:19 pm

 

 

Mulher GirafaEstou completando quatro meses de viagem. Agora, faltam apenas seis maravilhas, mas muitos lugares lindos ainda esperam por mim!

 

Meu último mês foi todo dentro do Sudeste Asiático, lugar que sempre ouvi ótimas coisas. Dividi meu tempo entre Tailândia e Camboja, ambos incríveis e cheios de surpresas!

 

Cheguei na Tailândia e logo vi o slogan do país: “Terra dos sorrisos”. Entendi o porquê logo no começo da minha estada. E não parei de sorrir! Que país fascinante, cheio de alegria, pessoas simpáticas e lugares pra lá de interessantes! Para melhorar tudo isso, Rogério, grande amigo de Casper Líbero, tirou férias e veio me encontrar. Kong, amigo tailandês que conheci em 2006 na Nova Zelândia, também se juntou a nós e o trio estava formado.

 

Bangcoc é o centro do sudeste asiático. Todos os vôos pingam ali e a cidade ferve. Lá lembrei de São Paulo, pois a cidade não pára, a não ser nos congestionamentos.

 

Mas seguimos de ônibus para o norte. Chiang Mai, Pai e Mae Hong Song foram as cidades visitadas e a segunda, em especial, me encantou. Pai é um pequeno vilarejo e dizem que é o “sonho de consumo” dos tailandeses que querem viver em paz e fugir da loucura de Bangcoc. Lá ainda pudemos fazer um passeio de elefante, o que foi uma experiência incrível. No final, um banho de rio com eles!

 

De Mae Hong Song seguimos pela estrada, pelo barro e por um rio até encontrar a vila Karen, onde estão as mulheres de pescoço longo. Fantástico!!! Ainda crianças, as meninas dessa vila recebem os primeiros anéis, colocados pelos pais, no pescoço. De dois em dois anos, mais anéis vão sendo colocados, mantendo a tradição e a cultura da tribo. Ao contrário do que se pensa, os anéis não esticam o pescoço e, sim, empurram os ombros para baixo. Pude conversar com uma das líderes da tribo, que, por sinal, falava espanhol e inglês além do dialeto local!

De lá, após uma rápida parada em Bangcoc, seguimos para o sul, onde estão, provavelmente, algumas das praias mais bonitas do planeta!

 

Phuket é a maior e mais famosa ilha. Bonitas praias e agitada vida noturna nesse lado oeste da costa da Tailândia. Do outro lado está Krabi, cidade ponto de partida para várias das ilhas da região. E a mais famosa é Phi Phi, onde foi filmado o longa metragem “A Praia”, estrelado por Leonardo Di Caprio. Aquele lugar é realmente um dos mais bonitos que já visitei na minha vida! O mar tem alguns tons de verde, a areia é branquinha e os grandes paredões rochosos parcialmente cobertos de vegetação emolduram toda essa beleza!

 

Parte das ilhas tailandesas foi destruída pelo Tsunami no final de 2004, mas os anos passaram, a população superou o desastre (há até quem venda DVD sobre isso) e segue a vida com muita alegria, atraindo cada vez mais turistas!

 

Na Tailândia me despedi dos meus amigos depois de quase três semanas juntos e segui para o Camboja, novamente sozinho. E me surpreendi de novo!

 

Mulher GirafaO país carrega trinta anos de guerras e problemas. Mas isso não faz o povo abaixar a cabeça. Os cambojanos seguem brilho no olhar, mostrando as belezas do país. E a principal beleza que eu vim ver aqui é o Angkor Wat, principal templo do imenso complexo Angkor, que ocupa mais de 60 quilômetros quadrados perto de Seam Reap, cidade do Norte do país.

 

Do Camboja eu cheguei no Vietnam, país cheio de história. Mas isso eu conto no próximo mês! Acompanhem também as histórias dessa aventura semanalmente (toda terça-feira) no www.turismo.ig.com.br e diariamente no meu site: www.mochileirodasmaravilhas.com.br.

 

 

 

Na metade do caminho!

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 27 August 2008 11:35 am

E lá se vão três meses de vôos, trens, caminhadas, amigos, fotos, e minha alegria! Nem parece que outro dia eu embarcava em Guarulhos e partia para a realização de um sonho! Noventa dias pelo planeta e muito mais por vir!

Com uma complicada travessia de balsa do Egito para a Jordânia, após quase oito horas de descaso com muitas pessoas que ali estavam até há mais tempo que eu, pisei na Jordânia, país que com certeza era o que eu menos conhecia do meu roteiro. De madrugada, em Aqaba, paguei caro pelo táxi e me enfiei no primeiro hotel que apareceu. Estava muito cansado. No dia seguinte segui de ônibus para Petra, onde encontraria uma das Maravilhas que mais me impressionou.

 

A cidade escavada nas rochas pelos Nabateus é uma obra de arte a céu aberto. Que coisa mais linda! Que cor! Que perfeição! Mesmo após dois terremotos na região, Petra ainda conserva grande parte das suas belezas. Dizem que apenas 5% de todo o sítio arqueológico foi descoberto até agora!

 

Após três ótimos dias por lá, subi até Amman, capital do país onde tudo acontece. Grande cidade, movimentada, mas sem grandes atrativos turísticos!

 

A Ásia me esperava e minha entrada foi por Delhi, capital da Índia. Essa grande cidade me surpreendeu. Acho que a palavra que mais se encaixa aqui é “contraste”. Grandes prédios, lindos carros e muita miséria também. Mas o indiano, mesmo no meio da sua bagunça, seus animais e as buzinadas, segue feliz. Pelo menos é o que parece.

 

Lá conheci Juan, argentino que estava a trabalho e esticou sua estada em alguns dias para conhecer mais o país. Juntos, fomos a Jaipur, capital do Rajastão, onde a Índia parece mais com a Índia que sempre ouvi falar. Sabores, cores, animais pelas ruas, vendedores por todos os cantos, barracas de frutas, riquixás e muita gente circulando por todos os lados que olhei. Sempre ouvi dizer que a índia é 8 ou 80. Ou você gosta ou você odeia, mas de algum jeito ela mexe contigo. Não da pra passar por esse país e dizer “ah, é legal…”

 

E a principal pérola daqui é o grande Taj Mahal, mausoléu construído pelo imperador Shah Jahan após a morte de sua esposa preferida, quando dava à luz o seu 14º filho. Mais de 20 mil homens trabalharam durante 22 anos para erguer esse gigante de mármore que brilha no meio de Agra. E é de tirar o fôlego mesmo! Que obra, que perfeição! Depois disso, retornei a Delhi e voei para Pequim, capital da China e do esporte no mês de agosto!

 

Já seria fantástico visitar Pequim a qualquer momento. Fazer isso durante os Jogos Olímpicos foi ainda melhor. Sim, a cidade estava “maquiada” para as Olimpíadas, mas estava linda. Tudo perfeito e organizado. Os chineses, mesmo sem falar o inglês que seria necessário para o tamanho desse evento, se esforçavam ao máximo para atender aos turistas, quebravam barreiras culturais e era evidente o orgulho de sediarem as Olimpíadas de 2008.

 

Mesmo sem ingressos, curti a movimentação dos jogos a comida chinesa e passeei bastante pela cidade. A grande - e maior do mundo - praça Tiananmen é a porta de entrada para a cidade proibida, onde muitos imperadores viveram durante várias dinastias.

Mas a grande atração do país ocupa 6700 quilômetros do território chinês e se chama Grande Muralha. Um muro com mais de 5 metros de altura (às vezes 10), milhares de torres e que poderia dividir o Brasil (e mais um pouco) ao meio. Impressionante! Caminhei nela por 8 quilômetros e passei por 30 das torres. Em cada uma, uma nova história, novas pessoas e mais um capítulo da poderosa China, que cresce sem parar. Mas era hora de conhecer outro pequeno gigante asiático, o Japão!

 

Cheguei em Tóquio esperando bastante do país, mas tive mito mais. Minha preocupação inicial com o idioma foi rapidamente quebrada. Muitos falam inglês (pelo menos o básico) e a organização, a facilidade em tudo e a clareza das informações em todos locais públicos chega a assustar. Por que eles conseguem e outros tantos não?

 

Tóquio, além de enorme e movimentada, é limpíssima. Reclicagem de lixo aqui é lei. Reaproveitamento e economia de água também. Educação sobra! Que exemplo! Deveria ser seguido pelo mundo inteiro! Na capital japonesa vê-se de tudo. A população idosa é grande em todo o país e eles são muito ativos. Pelas ruas, fazendo compras e caminhando junto com os jovens de cabelos coloridos e penteados modernosos que passam o tempo brincando com apetrechos eletrônicos.

 

Mas não vim para o Japão para ver apenas Tóquio. De trem-bala (chamado Shinkansen), segui rumo a Kyoto, capital dos Templos Budistas e centro do Turismo no país. Fui ao Kiyomizudera, templo da Água Pura, lugar que me transmitiu uma tranqüilidade que não tinha tido até agora na minha viagem. Algo diferente e inexplicável, mas que vou guardar comigo pra sempre!

 

Mas minha viagem não foi feita só de boas sensações e pude sentir isso em Nagasaki. Linda cidade do sul do Japão, tem uma história cheia de grandes acontecimentos e outros muito tristes, como o da Bomba Atômica na Segunda Guerra Mundial, que devastou a região e matou ou feriu mais de 150 mil pessoas. A praça que marca o ponto onde a bomba explodiu, o museu e a praça da paz transmitem algo que não sou capaz de explicar. Me emocionei quando cheguei e senti uma angústia incomparável até sair dali. Muito forte!

 

Mas é hora de me mover e em breve chego ao sul da Ásia, onde países exóticos, diversos templos e paisagens incríveis me esperam. A primeira parada é a Tailândia. Os Elefantes e as paradisíacas praias que me aguardem! Até mais!

Amigos pelo planeta

Posted by eventos | Passo a passo | Monday 28 July 2008 11:47 am

 

 Já estou há quase dois meses viajando pelo mundo e até agora, tive poucos problemas e muitas alegrias. Como esse planeta é lindo. Mesmo nos lugares onde não há grande beleza natural, encontra-se brilho no olhar das pessoas, sorrisos sinceros e alegria em viver.

 

 As pessoas costumam brincar comigo dizendo que tenho amigos pelo mundo todo. Mas o fato é que, quanto mais se viaja, mais gente se conhece; e isso acaba se tornando uma bola de neve!

 

 Como não lembrar de Alexander, em Moscou; Dina, na Áustria; Landi, na República Tcheca; Tomazo, na Itália; Marco, na Turquia. Cada uma dessas pessoas, com seus jeitos e particularidades, me apresentaram culturas, visões, estilos que carregarei pelo resto da vida. Viajar é isso! É estar aberto a descobrir e viver mundos que nunca se imaginou antes. Esse é o grande legado que as viagens deixam no nosso passaporte.

 

 Na Rússia, quantas belezas e surpresas com o Kremlin e a Praça Vermelha. Na Áustria, vivi de perto o clima da Eurocopa - já estava com saudades do futebol. Na Alemanha, mais uma Maravilha: o Castelo de Neuschwanstein, do Rei Luis II da Baviera. O castelo é realmente lindo, fica no alto de uma das montanhas da região e a vista de lá é privilegiada. Luis II era louco, mas não era bobo!

 

 O que falar do Coliseu? Fascinante! Me senti parte da história ao pisar naquele palco de batalhas, no símbolo do Império Romano. Em Atenas, na Grécia, momento especial. Lá, visitei mais uma Maravilha: a Acrópole de Atenas. A alta temporada e os poucos dias disponíveis na Grécia impediram minha ida às famosas e paradisíacas ilhas gregas. Mas tudo tem um lado bom. Na capital grega, reencontrei meu grande amigo Fernando Gavini, também casperiano, que estava por lá para cobrir o pré-olímpico de basquete masculino pela ESPN Brasil. Nosso encontro rendeu boas risadas! Valeu Gava!

 

 De Atenas segui para Istambul, cidade que sempre tive vontade de conhecer pelo que me falavam e pela interessante geografia. Essa é a única cidade do mundo que está em 2 continentes (Ásia e Europa) e é cortada pelo Estreito de Bósforo. Lá eu visitei a Basílica Santa Sofia, que desde de 1935 é um Museu e guarda mais de 1500 anos de história Bizantina e Otomana. Ela é linda e passa por um grande e longo processo de restauração para continuar dando brilho à cidade, junto à, não menos imponente Mesquita Azul, que fica a menos de 100 metros dela! 

 

 No Egito, mais um encontro com a História: as Pirâmides de Giza, única das 7 Maravilhas do Mundo antigo que ainda resiste ao tempo. De camelo, fui ver de perto Quéops, Quéfren e Miquerinos, as três grandes pirâmides que foram construídas para serem as tumbas dos reis do antigo Egito. Fiquei impressionado! Afinal, estava ao lado de 4000 mil anos de história. Me despedi do Egito do alto no Monte Sinai, depois de mais um lindo pôr-do-sol.

 

Sigo agora para o Oriente Médio, onde visitarei a Jordânia e a cidade de Petra. De lá, minha aventura entra na Ásia. Até breve!

Três semanas no mundo

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 2 July 2008 3:09 pm

 E lá se foram as três primeiras semanas. Parece que se passaram três meses pelo menos, pois fiz muitas coisas nesse tempo.

Após um embarque um pouco corrido e esse tempo na “estrada”, meu objetos já tem lugar certo nas mochilas e tudo corre bem. Nenhum problema grave até agora, cinco países e quatro Maravilhas passadas. Se a viagem acabasse agora, eu já estaria feliz. Mas só de pensar em tudo que ainda tenho pela frente, dá um frio da barriga.

Em 2001, eu estudei por alguns meses na Espanha. Sete anos depois, volto ao país para conhecer Granada, cidade que eu nunca havia visitado e que é sede da Maravilha de Alhambra (apenas Alambra, sem o som do “LH”). Conhecido como “O Castelo Vermelho”, essa fortaleza foi construída pelos monarcas islâmicos que ali viviam há centenas de anos.

De Granada peguei um trem para Algeciras, sul da Espanha, e um ônibus para Tarifa, de onde atravessei para o continente africano. Essa primeira viagem ao continente, mais especificamente o Marrocos, não sairão nunca da minha memória. Lá conheci Sumiko, filha de japoneses, nascida em Atibaia (SP), e que é casada com o marroquino Amine. Que casal simpático! Me senti em casa! Conheci Casablanca, onde eles moram, Rabat, a capital política do país, e Marrakesh, a capital do turismo, onde tudo acontece entre cores, sons e sabores.

Marrocos ficou pra trás e meu destino seria Mali, mas um desencontro de informações sobre o visto para esse país, junto com vôos cancelados para minha cidade destino (Timbuctu), me fizeram, infelizmente, mudar de planos. Do Marrocos fui para a França.

Lá estava ela, a torre mais famosa e visitada do mundo. A Torre Eiffel recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano (mais que o Brasil todo) e, mesmo em um dia frio e chuvoso, estava lotada. De lá de cima é possível ver toda capital francesa e seus pontos mais conhecidos, como o arco do Triunfo, a Catedral de Notre Dame, o Louvre, entre outros. De trem fui até Lille conhecer essa charmosa cidade francesa e reencontrar uma amiga de muitos anos. E, de lá, segui no Eurostar (trem que passa por baixo do Canal da Mancha) para Londres.

Stonehenge, o mais misterioso monumento do mundo era minha próxima parada. Esse círculo de pedras, além de lindo, tem uma energia incomum e uma magia que envolve sua história. Não se sabe por que, nem como, aquelas imensas e pesadíssimas (cerca de 50 toneladas cada) pedras chegaram lá. Mas isso é que faz desse lugar especial. Aproveitei para relembrar Londres, encontrar amigos e visitar alguns pontos conhecidos dos ingleses e dos turistas do mundo, como o Big Ben e a London Bridge.

Na Rússia, desembarquei em Moscou. Dizer que é brasileiro parece ser um passaporte para sorrisos, mesmo dos sérios e carrancudos russos. Visitei a famosa Catedral de São Basílio, o Kremlin e a Praça Vermelha com a ajuda de um amigo russo de uma amiga brasileira. Interessante história e uma nova amizade.

O passado desse povo envolve muitas guerras e sangue, talvez por isso sejam mais fechados. Mas peguei uma semana ensolarada de verão em que a Rússia ganhou dois jogos da Eurocopa e passou para as semifinais. Ou seja, alegria e muita vodca na cabeça! Como bebem!!!

Daqui começo minha viagem de trem pela Europa. Passarei por Áustria, República Tcheca, Alemanha, Itália e Grécia. Até a próxima!

Sozinho pelo mundo

Posted by eventos | Passo a passo | Wednesday 11 June 2008 9:15 am
Formado em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero no ano 2000, Daniel Thompson agora é o novo colunista exclusivo do portal IG, encarregado do projeto denominado Mochileiro das Maravilhas.

Flávia Elisa Pereira Silva

Daniel Thompson está desabrigado. Desde o dia 31 de maio, o turismólogo não tem mais endereço fixo. Mas a idéia não assusta o novo colunista exclusivo do portal IG. A ocasião é fruto de um projeto que promete proporcionar a ele os mais aconchegantes sete meses de sua vida. Como mochileiro, Daniel trabalhará fazendo aquilo que mais lhe dá prazer. Só que, desta vez, não se trata apenas de viajar, mas também de realizar um sonho: a volta ao mundo.
Na missão de relatar ao leitor da IG os valores culturais e históricos dos 21 monumentos candidatos ao concurso das 7 maravilhas do mundo moderno, o colunista escreverá semanalmente para o site que em breve irá ao ar, http://www.mochileirodasmaravilhas.com.br/, descrevendo suas sensações e impressões diante dos locais visitados.
O critério utilizado para a seleção da rota foi a avaliação de aspectos climáticos e datas de festas e eventos mundiais. A primeira parada de Daniel é o antigo palácio de monarcas islâmicos, o Alhambra, em Granada – Espanha. Na seqüência: Marrocos, Mali (Timbuctu), França (Torre Eiffel), Inglaterra (Stonehenge), Rússia (Kremlin), Polônia, Alemanha (Castelo Neuschwastein), República Tcheca, Áustria, Itália (Coliseu), Grécia (Parthenon), Egito (Pirâmide de Giza), Jordânia (Petra), Turquia (Basílica de Santa Sofia), Índia (Taj Mahal), Tailândia, Camboja (Angkor Wat), Austrália (Opera House), China (Grande Muralha), Japão (Templo Kyiomizu), Estados Unidos (Estátua da Liberdade), México (Chitchen Itza), Canadá, Peru (Machu Picchu), Chile (Ilha de Páscoa) e Brasil (Cristo Redentor). Para saber como foram os preparativos para a viagem acesse http://www.ig.com.br/turismo.